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O negócio é o seguinte… 03/12/2009

Posted by Aleksandra Zakartchouk in Alessandra Daga, Batendo de Frente, Ditando Tendência, Liberdade, Maira Costa, Namorado, Solidão.
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Por Maira Costa

Maira Costa

Nossa representante Alê Daga recentemente expôs no Alice no Divã as agruras e os preconceitos sofridos por quem está… solteiro. Ir a um restaurante sozinho é quase uma blasfêmia. Beber sozinho, coisa de alcoólatra solitário. Quando você sai para “indulge yourself”, é tratado como egoísta, por não dividir o momento com ninguém – ou como coitado, por não ter com quem dividir. É quase impossível não notar os olhares de canto de olho como quem pensa:

Que estranho essa pessoa sozinha…

Mas agora, e o lado oposto? Como funciona?

Quem namora ou casou já passou pela situação de ver a turma sair para dançar ou jantar, sem que você sequer seja convidada. Por quê? Porque você é diferente: você está namorando.

E se você está namorando, teoricamente não precisa de absolutamente mais nada, certo?

Errado. Quem está namorando precisa – sim – manter seus vínculos sociais, manter os programas que gosta de fazer e manter os amigos. Muitos ou poucos, mas mantê-los a qualquer custo e a qualquer preço. Manter aquilo que se gosta de fazer ou as consequências serão cruéis: ou o príncipe não vai te aguentar, ou você não vai se aguentar.

O difícil para quem namora ou está em qualquer espécie de relacionamento estável é lutar contra o preconceito da sociedade – sim, minhas caras, isso existe.

Recentemente, lendo um pouco da nova literatura do século XXI – ou site de fofocas, para os leigos – me deparei com a notícia “Carolina Dieckman vai sozinha à praia” (em bold, vermelho e fonte verdana 14). A notícia em si não trazia nada de relevante, pois se eu morasse no Rio de Janeiro também iria sozinha à praia sempre que pudesse.

Independência ou Morte: Maira Costa vai à praia no Rio de Janeiro

O assustador, sendo o site aberto a comentários, foram as manifestações no mais puro estilo Joga Pedra na Geni, vindos inclusive de muitas mulheres, do tipo: “Como assim? Ir à praia sem o marido?”, “Ela deve estar se separando”, “Essa vag… não cuida direito dos filhos”, “Deve estar chifrando o marido”, “Uma mulher casada não deve ter esse tipo de comportamento”.

O que ela estava fazendo de errado?

Nada. Imoral? Nada. Mas talvez numa sociedade preconceituosa, mulheres frustradas com seus relacionamentos, achando correto encoleirar homens – e vice versa – achem um absurdo uma mulher ser feliz em seus momentos de Comportamento Estranho Solitário – o que as leva então ao abismo, que gera esse gráfico do circulo vicioso do relacionamento:

CLIQUE PARA AMPLIAR:

Sim. Porque, um dia, essas mulheres vão acordar e perceber que não foram jantar, nem à praia e nem dançar, porque seus homens não puderam acompanhá-las e elas, afundadas em seus próprios teoremas e preconceitos, não vão à praia sozinhas para também não serem julgadas como elas julgaram. E daí concluirão que o melhor é ficar solteira ao invés de estar com o carinha que as poda tanto – sem perceber que quem as poda são elas próprias…

E daí… a vida continua… and life is too short!

Marido zero à esquerda 11/10/2009

Posted by Aleksandra Zakartchouk in Aleksandra Zakartchouk, Batendo de Frente, Casamento, Chatice, Maira Costa.
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Fui a uma famosa lanchonete de Sampa e lembrei desse vídeo gringo que a Maira enviou ao G4 há alguns dias sobre maridos que não servem pra nada. Na verdade, tinha vários desse tipo se entupindo de hamburguer, com olhar vazio de tédio, ao lado da mulher com cara de pudim de pão.

Se eu tivesse que bolar uma continuação para esse roteiro, iria enveredar por outro lado: o marido zero à esquerda seria o bundão (pra não dizer outra coisa), aquele que não te protege e não serve nem pra matar barata. É um sedentário que nasceu cansado, passa o dia na frente da TV com um velho pijama azul com uma mancha seca de café no bolso. Seus assuntos são enfadonhos e suas piadas, constrangedoras pela babaquice (nem as crianças acham graça)… Como se não bastasse, o zero à esquerda é medíocre profissionalmente e se incomoda com as vitórias da mulher… Esse não serve pra nada mesmo.

E pra você? Qual a imagem que mais ilustra um marido zero à esquerda, na sua opinião? Comente!

No shopping, cada um vai pra um lado 26/09/2009

Posted by Aleksandra Zakartchouk in Batendo de Frente, Chatice, Ditando Tendência, Liberdade, Maira Costa.
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Falando em namorada-grude que faz o homem de boneco de exibição o tempo todo, mais um sábio e-mail de Maira Costa vem parar no blog…

Maira Costa

Maira Costa

(…) O tempo todo não dá! O cara não aguenta e nem a gente… E tem programa – tipo o chá de bebê – que levar homem só gera transtorno, né…

Posso falar? Eu não gosto de ir com o Ma no shopping, a não ser que seja para jantar ou cinema, não consigo ver nada com ele por perto… Agora até entramos num acordo: chegamos ao shopping, andamos sozinhos e vemos o que quisemos e marcamos um horário e ponto de encontro para o que vamos ver juntos, assim ninguém atrapalha ninguém. É esquisito, mas dá a maior sensação de liberdade, hahahaha!

Bem Pontual: Flavia Cruz critica homem-boneco 26/09/2009

Posted by Aleksandra Zakartchouk in Batendo de Frente, Flavia Cruz, Namorado.
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Em uma troca de e-mails do G4, a Flavia, gerente de produto da Carlson Wagonlit Travel, mandou o comentário a seguir aquecendo a sessão terapêutica de Alice no Divã. Eu concordo, absolutamente…

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Por Flavia Cruz

(…) Tem mulher que confunde relacionamento que deve ter cumplicidade, amizade, compreensão, amor, carinho, etc, com fazer o homem de boneco de exibição e levá-lo para todo lugar.

Na minha opinião, não tem coisa pior do que homem carregando a bolsa da mulher no shopping e andando com ela pra cima e pra baixo como se fosse um segurança.

Se você for gostosa e chata, não vai longe 24/09/2009

Posted by Aleksandra Zakartchouk in Alessandra Daga, Batendo de Frente, Chatice.
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Alice no Divã está a mil por hora. Desta vez, o post vem de Alessandra Daga, G4 member e coordenadora de marketing do Iguatemi Empresa de Shopping Centers. No texto a seguir, Alice no Divã vai revelar que não adianta ser linda e deliciosa, se sua chatice põe tudo a perder.

Mulheres

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Por Alessandra Daga

Dias atrás me lembrei de um texto que li na Marie Claire há algum tempo, que até já foi pauta de uma conversa com o G4. Chama-se “Desesperar, jamais”, de Lusa Silvestre. Essa passagem do texto me chamou muito a atenção:

“O que afasta o homem não é a celulite, os 30 anos, o emprego melhor: é a mulher chata, aquela que não se dá bem com os amigos, que reclama, que faz o cara desmarcar um futebol para ir com ela ao chá de bebê, essas coisas. Aliás, se você quiser desbancar a concorrência da noite, basta ser legal. O homem pode até desejar a mais gostosa, mas sempre fica com a legal.”

Essa pauta não chega a ser um contra-ponto ao texto inflamado do Arnaldo Jabor, na verdade acho que eles se complementam.

No fundo no fundo, quem gosta de gente chata? Acredito que esse ponto da chatice eleva a 500ª potência o instinto de traição do homem – ok, ok, já entendi que é inevitável, mas chatice é um agravante! Digo: gente chata, incluindo todos os gêneros – masculino e feminino.

Essa pode ser a visão do homem, muito interessante para termos consciência, mas atenção clube do bolinha: NÓS TAMBÉM DETESTAMOS HOMENS CHATOS.

Maira Costa rebate colocações de Arnaldo Jabor 21/09/2009

Posted by Aleksandra Zakartchouk in Batendo de Frente, Casamento, Maira Costa, Namorado.
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Alice no Divã já está causando debates calorosos. Após ler o texto de Arnaldo Jabor sobre homens e traição mencionado no editorial de Alice no Divã, a blogueira capricorniana Maira Costa, empresária por trás da agência de marketing de inovação ThinkTwice, contestou diversas posições deste pensador. Confira a seguir.

Caricatura de Arnaldo Jabor

Caricatura de Arnaldo Jabor

Por Maira Costa

Sou fã do Jabor e, talvez se eu tivesse nascido no Rio de Janeiro há uns 50 anos, tivesse dado um jeitinho de sair com ele. Mas me irritou o tópico: PARA SER UMA BOA ESPOSA E PARA TER UM CASAMENTO PELO RESTO DA VIDA e blá blá blá…

Se como o próprio Jabor diz “não estamos mais em 1958″, por que ainda a sociedade – e muitas vezes nós mesmas, as mulheres – projetamos a nossa felicidade em “ter um homem e um bom casamento pro resto da vida”? Tenho amigos que aplaudem e amigas que torcem o nariz, quando digo que prefiro dar entrada em um apartamento ou trocar de carro a investir numa festa de casamento. E tenho amigas que investiram boas dezenas de milhares de reais em casamentos que já terminaram.

Não sou feminista, nem do tipo que queima sutiã junto a outras feministas. Na verdade, tenho medo de aderir a certas causas e um bom sutiã hoje não sai por menos de R$ 80,00. Mas não gosto da idéia enlatada de felicidade feminina x infidelidade masculina, além das receitas prontas e do grande mercado que se forma em torno do objetivo de “arranjar um namorado”.

Amplo Horizonte: Maira Costa patinano Parque Villa Lobos (São Paulo)

Amplo Horizonte: Maira Costa patina no Parque Villa Lobos (São Paulo)

Para se ter idéia, o site Submarino tem uma área de livros sob o tópico Mulheres dentro de auto-ajuda. Sobre o que fala esses livros? Homens! Alguns títulos e meus comentários:

O que toda mulher inteligente deve saber
Não é sobre finanças, nem sobre investimentos ou como alcançar um prêmio Nobel, cura do câncer ou melhorar sua dicção. Fala sobre como ter e manter um homem.

Somente para mulheres
Saiba o que se passa na cabeça de um homem.

O segredo das mulheres apaixonantes
Como aprender a seduzir um homem.

Deixe os homens aos seus pés
Esse título foi direto ao ponto.

Como pegar o seu homem pelo pé e permanecer com ele
Mais direto ao ponto, impossível…

Nota da Editora: que tiro no pé. Homens apenas querem liberdade. Pela capa, eu não recomendo a ninguém comprar esse livro!

Nota da Alek: que tiro no pé. Homens querem justamente o contrário: liberdade

As 500 melhores coisas de ser mãe Se você ainda não estiver convencida de que ficar em casa lavando e passando enquanto teu homem se diverte é uma coisa legal…

O que os homens querem
As mulheres precisam saber!

Mulheres ambiciosas ganham mais
O autor desse título descobriu a América. E acredito de fato que homens ambiciosos também ganhem mais…

Ser mãe é sorrir em parafuso
O que me vem a cabeça é a fralda na mão…

Mulher e seus hormônios: enfim, a paz
A paz onde? Eu já chorei porque esqueci de por açúcar numa jarra de Tang e arremessei uma cadeira.

O que uma mulher não deve dizer a um homem nem sob tortura
Toda mulher sabe o que não dizer a um homem, não precisamos de um livro.

SEXO para mulheres casadas
Talvez seja a comprovação de que casou, fudeu! Ou melhor, não fudeu…

Como fisgar um solteiro
Quando será que sai a edição “Como fisgar um casado”?

E pra quem acha que insegurança é coisa de menina, dá uma olhada nesse site – explica mais ou menos para um homem como uma mulher funciona: http://www.seduzindo.com/dicas.html

Se não estamos mais em 1958, por que ainda é tão importante para uma mulher – e para a sociedade – estarmos acompanhadas e tão preocupadas com a fidelidade dos homens? E eles? Não deveriam se preocupar com a nossa fidelidade? Veja bem, temos jornadas de trabalho tão longas quanto as deles, ganhamos tão bem quanto eles, também viajamos a trabalho e também vivemos cercadas de homens bonitos no mercado, certo?

Será que a sociedade está preparada para a nova geração de mulheres? E será que nós estamos preparadas para ser essa nova geração de mulheres?

Maira Costa em suas corridas de bike offroad

Energia sempre: Maira na atividade

Biologicamente, as diferenças são muitas, sim: um homem quando envelhece e fica grisalho, fica simpático. Uma mulher fica ridícula (salvo raríssimas exceções, tipo Beth Lagerdere poderosa e aquela modelo russa, cujo nome não me lembro, que aos vinte e poucos teve uma doença e ficou com os cabelos completamente brancos e lindos). Um homem solteiro aos quarenta é um “lobo”. Uma mulher solteira aos quarenta é mal comida ou coitada. Um homem escolheu não ter filhos. Uma mulher “deve ser estéril”

Agora vamos aos bifes. Por que afinal precisamos tanto de um homem ao nosso lado? E olha, vivo um relacionamento estável, não sou casada, mas moro junto há 3 anos. Não tenho planos de casamento – porque acho caro – nem de ter filhos – porque acho caro e não sei se quero (talvez eu tenha nascido pra ser tia).

Se hoje nos sustentamos e pagamos nossas contas, o único motivo que nos prende a um homem é que ele nos traga ainda mais felicidade do que podemos conseguir sozinhas. Obviamente é muita presunção dizer que “não precisamos de um homem”, mas não precisamos de um homem como se precisava antigamente, para ser um “chefe da casa”.

Não podemos pautar a nossa felicidade a ter um homem ao nosso lado, precisamos estar felizes antes deles aparecerem, senão corremos o risco de escrever um daqueles livros para mulheres, tipo o “Não sou feliz, mas tenho um marido”… Temos que tomar cuidado com o que desejamos.

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